Ciência

Ao longo da história da humanidade, vários significados foram dados à palavra ciência. Os filósofos da antiguidade a viam  como o significado de usar a razão e a observação para explicar a natureza e o homem.

Nos tempos pré-históricos os conselhos e o conhecimento passaram de geração em geração. Um exemplo disso é o milho que foi domesticado para a agricultura há cerca de 9.000 anos no sul do México, antes do desenvolvimento de sistemas de escrita. Evidências arqueológicas apontam o desenvolvimento do conhecimento astronômico em sociedades pré- alfabetizadas. O desenvolvimento da escrita permitiu que o conhecimento fosse armazenado e comunicado através de gerações com uma fidelidade maior.

Por Que a Ciência Foi Escolhida Como Uma Categoria Deste Blog?

A ciência é o tema desta página que também é uma das categorias deste blog. A maioria dos temas científicos como antimatéria serão abordados de forma fictícia nos livros. Até mesmo para os átomos tem sido desenvolvida toda uma estrutura fictícia, pois são eles que tornam o manto elétrico possível e fazem com que a máquina do tempo funcione.

Como as tecnologias que temos hoje se tornaram possíveis devido a descobertas científicas alguns temas desenvolvidos aqui podem estar ligados a tecnologia. Além de abordar as descobertas científicas esta categoria trará também o contexto histórico da descoberta. Você pode obter mais informações sobre este blog e porque ele foi dividido desta maneira consultando as seguintes categorias:

Ciência, Tecnologia, Pré-História e Literatura.

A ciência na Antiguidade

O antigo Egito fez avanços significativos em astronomia, matemática e medicina.

Desde a antiguidade, no mundo greco-romano, já havia esforços voltados a compreensão da natureza nos quais empregavam-se a observação detalhada e cuidadosa e mesmo formas de experimentação controlada. Também eram construídos e utilizados instrumentos de medida e havia a busca por consenso entre os pares que tentavam convencer-se mutuamente por meio do emprego de argumentação racional rigorosa.

Essas empreitadas intelectuais e práticas tinham como base alguns princípios gerais bem simples e que até hoje estão no cerne da pesquisa cientifica: a curiosidade, como valor positivo essencial; a crença no progresso; e uma orientação geral no sentido de considerar os fatos do mundo como os árbitros derradeiros do conhecimento.

Todas essas normas e princípios gerais já estavam presentes na antiguidade. Claro que isso não quer dizer que as ciências antigas fossem iguais ao que compreendemos hoje como ciência.

Mundo Greco-Romano

O filósofo pré-socrático Thales (640-546 ac) apelidado de pai da ciência foi o primeiro a postular explicações não sobrenaturais para fenômenos naturais. Leucippus (século v ac) introduziu o atomismo, a teoria de que toda a matéria é feita de unidades indivisíveis e imperecíveis chamadas de átomos. Isso foi amplamente difundido por seu discípulo Demócrito e depois Epicuro.

Platão e Aristóteles produziram as primeiras discussões sistemáticas da filosofia natural, que contribuíram muito para moldar futuras investigações da natureza. O seu desenvolvimento do raciocínio dedutivo foi de particular importância e utilidade para a investigação científica posterior.

O estudante de Platão, Aristóteles, introduziu o empirismo e a noção de que as verdades universais podem ser alcançadas através da observação e da indução, estabelecendo assim as bases do método científico.

Hipócrates (460-370 ac) foram os primeiros a descrever muitas doenças e condições médicas e desenvolveram o juramento de hipocrisia para médicos ainda relevantes e em uso hoje.

Arquimedes considerado um dos maiores matemáticos de todos os tempos é creditado usando o método de exaustão para calcular a área sob o arco de uma parábola com a soma de uma série infinita e forneceu uma aproximação notavelmente precisa de Pi.

Além deles destacam-se ainda a índia que deixou contribuições para a astronomia linguística, medicina, metalurgia e matemática; com o sistema de números Hindu-Árabe que hoje é usado em todo mundo. E também a china onde matemática, astronomia e sismologia, já eram desenvolvidas.

A Ciência na Idade Média

Os verdadeiros centros de produção de conhecimento do império romano localizavam-se no seu lado oriental, de cultura grega. Fundados antes do domínio romano, já não mantinham a mesma força criativa de períodos anteriores.

Como a classe rica do império era bilíngue conhecendo o latim e o grego não sentiam a necessidade de traduzir os tratados científico-filosóficos produzidos pela civilização grega. A divisão do império romano fez com que o império romano do ocidente, perdesse o contato cultural com o oriente e a língua grega acabou sendo esquecida.

O império romano do ocidente, embora unidos pela língua latina, englobava um grande número de culturas diferentes; assimiladas de maneira incompleta pela cultura romana. Debilitado pelas migrações e invasões de tribos bárbaras, pela desintegração política de Roma do século V e isolado do resto do mundo do resto do mundo pela expansão do islã no século VII, o ocidente europeu chegou a ser pouco mais que uma colcha de retalhos de populações rurais e povos semi-nômades. A instabilidade política e o definhar da vida urbana golpearam duramente a vida cultural do continente.

A igreja católica como única instituição que não se desintegrou neste processo, manteve o que restou de força intelectual, especialmente através da vida monástica. Esses estudiosos priorizavam à fé e geralmente tinham a mente mais voltada para a salvação das almas do que para o questionamento de detalhes da natureza.

Idade Média Clássica

Depois de conter as ondas de invasões estrangeiras no século X seguiu-se uma fase de tranquilidade em relação a ameaças externas, que também coincidiu com um período de condições climáticas amenas. Neste período a Europa passou por mudanças sociais políticas e econômicas que geraram o chamado renascimento do século XII.

O império Bizantino manteve os centros de aprendizagem como Constantinopla. Na Europa ocidental o conhecimento se concentrou nos mosteiros até o desenvolvimento das universidades medievais nos séculos XII e XIII.

A Europa havia perdido o acesso aos tratados científicos da antiguidade clássica, em grego. Restavam apenas as compilações resumidas e até deturpadas que os romanos tinham traduzido para o latim.

O contato com o mundo árabe através das cruzadas e do movimento de Reconquista da Península Ibérica traz mudanças no campo intelectual. Nessa época, o mundo islâmico encontrava se bastante avançado em termos intelectuais e científicos. Os autores árabes tinham mantido durante muito tempo um contato regular com as obras clássicas gregas, tendo feito um trabalho de tradução que se tornaria valioso para os povos ocidentais.

Dentre as contribuições Greco - arábicas ocupam papel de destaque a aritmética e a medicina. Por volta de 1150 são fundadas as primeiras universidades medievais, Bolonha (1088) Paris (1150) e Oxford (1167) em 1500 já seriam mais de 70. Esse foi efetivamente o modelo de partida para as universidades atuais.

Mundo Islâmico

Na idade média, o mundo islâmico trouxe um progresso significativo para o método científico e também avançaram na matemática, astronomia, química e medicina. No entanto, a ciência islâmica teve seu declínio antes do renascimento na Europa. Durante as conquistas mongóis dos séculos XI – XIII foram destruídas bibliotecas, observatórios hospitais e universidades. O fim da era de ouro islâmica é marcado pela destruição do centro intelectual de Bagdá.

Com o início do chamado renascimento, renovou-se o interesse pela investigação da natureza. Uma revitalização intelectual da Europa começou com o nascimento de universidades medievais no século XII. A ciência desse período dava ênfase à lógica e advogava o empirismo, entendendo a natureza como um sistema coerente de leis que poderiam ser explicadas pela razão.

O contato com o mundo islâmico na Itália, na Sicilia e durante a reconquista e as cruzadas permitiu que os europeus acessassem textos científicos em grego e árabe. Além disso, os europeus começaram a se aventurar mais e mais para o leste; o que levou a crescente conscientização da cultura e civilização indiana e até chinesa dentro da tradição européia.

Idade Média Tardia

A primeira metade do século XIV viu o trabalho cientifico de grandes pensadores. Inspirado em Duns Scot, William de Occam entendia que a filosofia só deveria tratar de temas sobre os quais ela pudesse obter um conhecimento real. Seus estudos em lógica levaram no a defender o principio hoje chamado de Navalha de Occam; se há várias explicações igualmente validas para um fato, então devemos escolher o mais simples. Isso deveria diminuir os debates infrutíferos e levar a filosofia natural ao que hoje é considerado ciência.

Acadêmicos como Jean Buridan e Nicole d’Oresme começaram a questionar aspectos da mecânica aristotélica. Buridan desenvolveu a teoria do ímpeto, que explica o movimento de projeteis que foi o primeiro passo em direção ao moderno conceito de inércia.

Impacto da Ciência na Europa

A renovação da aprendizagem na Europa, que começou com o escolasticismo do século XII, chegou ao fim com a peste negra e o período inicial do renascimento italiano, às vezes é visto como uma paralisação na atividade científica. O renascimento no norte por outro lado mostrou uma mudança decisiva no fofo da filosofia natural aristotélica para a química e as ciências biológicas (botânica, anatomia e medicina).

Ciência moderna foi retomada em um período de grande revolta: a reforma protestante e a contra-reforma católica; a descoberta das Américas por Cristovão Colombo; a queda de Constantinopla; mas também a re-descoberta de Aristóteles durante o período escolástico apresentaram grandes mudanças sociais e políticas. Surgia um ambiente adequado onde se tornou possível questionar a doutrina científica da mesma forma que Martinho Lutero e João Calvino questionaram a doutrina religiosa.

A vontade de questionar as verdades anteriores e a busca por novas respostas resultaram em um período de grandes avanços científicos, agora conhecido como revolução científica. Avanços científicos significativos foram feitos durante esse período por; Galileu Galilei, Edmond Halley, Robert Hooke, Christiaan Huygens, Tycho Brahe, Johannes Kepler, Gottfried Leibniz e Blaise Pascal. Na filosofia contribuições importantes foram feitas por Francis Bacon, Sir Thomas Browne, René Descartes e Thomas Hobbes.

A invenção da imprensa, que ocorreu simultaneamente a queda de Constantinopla teve grande efeito na sociedade européia. A disseminação mais fácil da palavra escrita democratizou o aprendizado e permitiu a propagação de novas ideias.

Ciência Moderna

A partir de Galileu, a ciência não busca mais a essência ou a substância das coisas, mas sim a função. A pergunta não é mais “O que é?”, mas “Como é?” A partir de então a ciência tem se desenvolvido em diversas áreas do conhecimento como física, química, geologia, astronomia, biologia, medicina e genética, ecologia, ciências sociais, ciência política, linguística, economia, psicologia, sociologia e antropologia.

Atualmente se designa por ciência todo o conhecimento adquirido através do estudo e da prática, baseado em princípios corretos. É o esforço em descobrir e aumentar o conhecimento humano de como o universo funciona.

A ciência experimental mune se de testes e experimentos reais para comprovar uma teoria, apontando sua veracidade. Já a ciência aplicada é a aplicação do conhecimento científico na solução dos problemas.

Ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que engloba as verdades mais gerais e abrangentes possíveis; assim como a aplicação das leis científicas, ambas obtidas e testadas através de métodos científicos.

A ciência comporta vários conjuntos de saberes nos quais são elaboradas as suas teorias baseadas nos seus próprios métodos.

Artigos Deste Blog Sobre Ciência

O objetivo desta página é reunir os artigos que apresentam temas científicos geralmente relacionados de alguma forma aos livros. Neles você poderá conhecer um pouco das opiniões cientificas sobre os mais diversos temas. Aqui também estarão disponíveis os links para os artigos desta categoria disponíveis. Clique em qualquer um dos links abaixo e para ler os artigos sobre ciência deste blog.

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Conforme novos artigos forem sendo escritos, os links para eles serão colocados nesta página.

Referências:

  1. Renan Bardine, Cola da Web, O que é Ciência, disponível neste link.
  2. Wikipédia, Ciência, disponível neste link.
  3. Wikipédia, History of Science, disponível em: <https://en.wikipedia.org/wiki/History_of_science>.
  4. Rodveras, Calmaria Tempestade, disponível em: <https://calmariatempestade.wordpress.com/2015/08/17/as-ciencias-na-antiguidade-ate-onde-chegaram/>.
  5. Wikipédia, Ciência Medieval, disponível neste link.

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