Mouse: Conheça a História Deste Periférico Tão Importante Para a Informática

Tempo de leitura: 13 minutos

O mouse é um periférico de entrada que se juntou ao teclado como auxiliar no processo de entrada de dados, especialmente em programas com interface gráfica. Ele tem como função, movimentar o cursor (ponteiro) pelo ecrã ou tela do computador. Embora tenha sido criado pela Xerox veio a se tornar um produto comercializado com a Apple.

Disponibiliza normalmente, quatro tipos de operações: movimento, clique, duplo clique e arrastar e largar. Existem modelos com um, dois, três ou mais botões, cuja funcionalidade depende do ambiente de trabalho e do programa que é utilizado. O botão esquerdo é o mais utilizado.

O mouse é, ligado ao computador através de uma porta serial PS2 ou mais recentemente, USB (Universal Serial Bus). Além disso, também existem conexões sem fio: as mais antigas em infravermelho, as atuais em Bluetooth.

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História

O Que é Isso?

Variantes

História

O dispositivo mais antigo com funções parecidas as do mouse surgiu em 1946, inventado por Rolph Benjamin chamado de trackball. Benjamin estava a serviço da marinha britânica e criou o trackball como parte de um sistema de plotagem de radar de controle de fogo após a segunda guerra mundial.

Em 1952, o Comando Marítimo das Forças Armadas Canadenses contatou diversas empresas que pudessem estar interessadas em participar de projetos que envolviam as forças armadas.

Um desses projetos pretendia criar uma máquina que fosse capaz de compartilhar dados de radares e sonares em tempo real; para que todos os combatentes pudessem ter uma visão unificada do campo de batalha. De fato, esse projeto ficou conhecido como DATAR.

Os operadores enviam os dados de radares por meio de uma trackball. Uma espécie de mouse em que, para movimentar o cursor, bastava girar uma bola presente no aparelho. Na época a marinha Canadense usava uma bola de boliche para a produção desse dispositivo. Como era um projeto militar e, portanto, secreto, a trackball nunca teve sua patente registrada.

A publicação mais antiga conhecida do termo mouse referindo-se a um dispositivo apontador de computador, está na publicação de Bill English em julho de 1965, “Computer Aided Display Control”. Provavelmente originaria de sua semelhança com a forma e tamanho de um rato, um roedor assemelhando-se a sua cauda.

O Inventor do Mouse

Douglas Engelbart do Research Institute foi creditado em livros como o inventor do mouse de computador.

Em 1963, Engelbart já havia estabelecido um laboratório de pesquisa no SRI, o Augmentation Research Center (ARC). Para perseguir seu objetivo de desenvolver tecnologia de hardware e software para aumentar a inteligência humana.

No inicio da década de 60, a maioria dos computadores ainda era operada com cartões perfurados e outros métodos que não permitiam a interação do usuário com a máquina. Enfim até mesmo as interfaces de modo texto eram raras.

Em 1964, Bill English juntou-se à ARC, onde ajudou Engelbart a construir o primeiro protótipo de mouse. Eles batizaram o dispositivo de mouse, já que os primeiros modelos tinham um cabo ligado à parte traseira do dispositivo; que parecia uma cauda e, por sua vez, lembrava o rato comum.

Em 9 de dezembro de 1968, Engelbart demonstrou publicamente o mouse controlando um sistema de computador. No entanto, Engelbart nunca recebeu royalties por isso. Seu empregador SRI detinha a patente, que expirou antes que o mouse se tornasse amplamente usado em computadores pessoais.

Entretanto, a invenção do mouse foi apenas uma pequena parte de um projeto muito maior de Engelbart. Aumentar o intelecto humano.

Em 2 de outubro de 1968, um dispositivo de mouse chamado Rollkugel (alemão para “bola rolante”) foi descrito como um dispositivo opcional para o seu terminal SIG-100, desenvolvido pela empresa alemã Telefunken.

Como o nome sugere e ao contrário do mouse de Engelbart, o modelo da Telefunken já tinha uma bola. Foi baseado em um dispositivo parecido com um Trackball (também chamado Rollkugel) que foi incorporado em mesas de controle de voo por radar.

Os Mouses da Xerox e Apple

O Xerox Alto foi um dos primeiros computadores projetados para uso individual em 1973. É considerado o primeiro computador moderno a utilizar o conceito de desktop e ter uma interface gráfica voltada para o uso do mouse.

Outra máquina que trouxe um mouse como parte do sistema foi a Xerox Star, conhecida oficialmente como Xerox 8010 Information System. Um dos primeiros computadores a incorporar diversas outras tecnologias tão comuns nos PCs de hoje.

Em 1983, a Apple lançou o famoso computador Lisa, que continha um mouse inspirado no mesmo que acompanhava o Xerox Alto. Uma característica marcante desse modelo é que, em vez de uma bolinha de borracha o mouse do Lisa usava uma esfera de metal.

O Que é Isso?

Um mouse de computador é um dispositivo apontador de mão que detecta movimento bidimensional em relação a uma superfície. De fato, esse movimento é traduzido no movimento de um cursor em uma tela. O que permite um controle suave da interface gráfica do usuário.

Originalmente ligado a um computador, muitos mouses modernos não tem fio, no entanto, contam com comunicação de rádio de curto alcance com o sistema conectado. Os mais antigos usaram uma bola rolando em uma superfície para detectar movimento, mas os mouses modernos costumam ter sensores ópticos que não possuem partes móveis.

Além de mover um cursor, os mouses de computador têm um ou mais botões para permitir operações como a seleção de um item de menu em uma exibição. Os mouses muitas vezes também apresentam outros elementos como; superfícies de toque e “rodas”, que permitem controle adicional e entrada dimensional.

Operação

Um mouse controla o movimento de um cursor em duas dimensões em uma interfece gráfica do usuário. Ele transforma os movimentos da mão para trás e para frente, para a esquerda e para a direita em sinais eletrônicos equivalentes que, por sua vez, são usados para mover o ponteiro.

Os movimentos rotativos do mouse na superfície são aplicados à posição do cursor na tela, que sinaliza o ponto em que as ações do usuário ocorrem, de modo que os movimentos da mão são replicados pelo cursor.

Clicar ou passar o mouse (parar o movimento enquanto o cursor está dentro dos limites de uma área) pode selecionar arquivos, programas ou ações de uma lista de nomes ou (em interfaces gráficas) através de pequenas imagens chamadas “ícones” e outros elementos.

Variantes

Mouses Mecânicos

A empresa alemã Telefunken publicou seu primeiro mouse de bola em 2 de outubro de 1968. O mouse da Telefunken foi vendido como equipamento opcional para seus sistemas de computador. Bill Engliish, criou um mouse de bola em 1972 enquanto trabalhava para a Xerox PARC.

O mouse de bola substitui as rodas externas por uma única bola que poderia girar em qualquer direção. Ele veio como parte do pacote de hardware de computador Xerox Alto. Rodas de chopper perpendiculares alojadas dentro do corpo do mouse cortou feixes de luz no caminho para sensores de luz, detectando assim, por sua vez, o movimento da bola.

Esta variante do mouse assemelhava-se a um Trackball invertido. Tornou-se enfim, a forma predominante usada com computadores pessoais ao longo dos anos 80 e 90.

O mouse bola tem dois rolos rotativos livres. Estes estão localizados a 90 graus de distância. Um rolo detecta o movimento para frente e para trás do mouse e outro o movimento para esquerda e direita. Em frente aos dois cilindros há um terceiro que é acionado por mola para empurrar a bola contra os outros dois cilindros.

Cada rolo está no mesmo eixo que uma roda codificadora que possui bordas com ranhuras; os slots interromperam feixes de luz infravermelha para gerar pulsos elétricos que apresentam o movimento da roda. O disco de cada roda tem um par de feixes de luz, localizado de forma que um determinado feixe do par esteja a meio caminho entre as mudanças.

Circuitos lógicos simples interpretam o tempo relativo para indicar em qual direção a roda está girando. O software do driver no sistema converte os sinais em movimento do cursor do mouse ao longo dos eixos X e Y na tela do computador.

Mouse Ópticos e Laser

Os mouses ópticos dependem inteiramente de um ou mais diodos emissores de luz (LEDs) e uma matriz de imagens de fotodiodos para detectar movimento relativo à superfície subjacente. Evitando assim as partes móveis internas que um mouse mecânico usa além de sua ótica. Logo um mouse a laser é um mouse óptico que usa luz coerente (laser).

Os primeiros mouses óticos detectavam movimento em superfícies de mousepad pré-impressas, enquanto o moderno mouse ótico de LED funciona na maioria das superfícies difusas opacas; geralmente é incapaz de detectar movimento em superfícies especulares como pedras polidas.

Os diodos laser também são usados para melhor resolução e precisão, melhorando o desempenho em superfícies espetaculares opacas. Os mouses óticos sem fio, alimentados por bateria, piscam o LED de forma intermitente para economizar energia e brilham apenas quando é detectado movimento.

Mouses Inerciais e Giroscópios

Os mouses com inércia usam um diapasão ou outro acelerômetro para detectar movimento rotativo para cada eixo suportado. Os modelos mais comuns funcionam usando 2 graus de liberdade de rotação e são insensíveis à tradução espacial. O usuário requer apenas pequenas rotações do pulso para mover o cursor, reduzindo a fadiga do usuário ou “braço de gorila”.

Normalmente sem fio, eles têm um interruptor para desativar os circuitos de movimento entre o uso; permitindo ao usuário liberdade de movimento sem afetar a posição do cursor. Uma patente para um mouse inercial afirma que consomem menos energia do que os mouses baseados opticamente. Oferecem maior sensibilidade, peso reduzido e maior facilidade de uso.

Mouses 3D

Também conhecidos como morcegos, mouses voadores ou varinhas. Estes dispositivos funcionam através de ultra-som e fornecem pelo menos três graus de liberdade. No final dos anos 90, Kantek apresentou o 3D Ringmouse.

Este mouse sem fio foi usado como um anel em torno de um dedo, o que permitiu que o polegar acessasse três botões. Ele foi rastreado em três dimensões por uma estação base. Apesar de certo apelo, foi finalmente interrompido porque não forneceu resolução suficiente.

Em novembro de 2010, uma empresa alemã chamada Axsotic introduziu um novo conceito de mouse 3D chamado 3D Spheric Mouse. Este novo conceito de um verdadeiro dispositivo de entrada com seis graus de liberdade usa uma esfera em 3 eixos sem quaisquer limitações.

Mouses Ergonômicos

Bem, como o nome sugere, este tipo de mouse destina-se a proporcionar um conforto ideal. Além disso, evita lesões, como síndrome do túnel do carpo, artrite e outras lesões por esforço repetitivo. Ele é projetado para se ajustar aos movimentos naturais das mãos, para reduzir o desconforto.

Ao segurar um mouse típico, os ossos ulna e radius do braço são cruzados. Alguns projetos tentam colocar a palma da mão mais verticalmente, de modo que os ossos assumem uma posição paralela mais natural.

Alguns limitam o movimento do pulso, mas mais ideal do ponto de vista da saúde. Um mouse pode ser inclinado do polegar para baixo para o lado oposto – isto é conhecido por reduzir a pronação do punho.

No entanto, tais otimizações tornam o mouse direito ou esquerdo especifico, tornando mais problemático mudar a mão cansada. A revista Time criticou os fabricantes por oferecerem pouco ou nenhum mouse ergonômico para canhotos.

Outra solução é um dispositivo de barra de indicação. O chamado mouse de barra de rolagem é posicionado confortavelmente na frente do teclado, permitindo assim acessibilidade bi-manual.

Mouses de Jogos

Estes mouses são projetados especificamente para uso em jogos de computador. Logo eles empregam uma ampla gama de controles e botões e possuem designs que diferem radicalmente dos tradicionais mouses.

Entretanto também é comum que mouses para jogos, em especial aqueles projetados para uso em jogos de estratégia em tempo real ou em jogos multiplayer de arena de batalha online que tenham uma sensibilidade alta, medida em pontos por polegada.

Mouses avançados de fabricantes de jogos também permitem que os usuários personalizem o peso do mouse adicionando ou subtraindo pesos para permitir um controle mais fácil. A qualidade ergonômica também é um fator importante em mouses para jogos, já que tempos prolongados podem tornar seu uso ainda mais desconfortável.

Alguns foram projetados para ter recursos ajustáveis como; apoios para as mãos removíveis e / ou alongados; descansos de polegar ajustáveis horizontalmente; e descansos mindinhos. Outros mouses, no entanto, podem incluir vários descansos diferentes em seus produtos para garantir conforto a uma gama maior de consumidores alvo.

Os mouses para jogos são mantidos pelos jogadores em três estilos de aderência:

  1. Palm Grip: a mão repousa sobre o mouse, com os dedos estendidos.
  2. Claw Grip: palma descansa no mouse, os dedos dobrados.
  3. Dedo Tip Grip: dedos tortos, palma não toca o mouse.

Conclusão

Os mouses atuais podem assumir outras funções além de apenas clicar e mover objetos na tela. Principalmente os mouses gamers podem efetuar uma série de ações. Muitos deles possuem mais de 20 botões e realizam uma infinidade de ações dentro de jogos e em vários programas.

Referências:

  1. Wikipédia Computer Mouse, disponível neste link.
  2. Wikipédia, Rato (Informática), disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Rato_(informática)>.
  3. Tecmundo, A História do Mouse: da Invenção aos Modelos de Hoje [Vídeo], disponível neste link.
  4. Felipe Alencar, Tech Tudo, Mouse: Conheça a História Deste Periférico Tão Importante Atualmente, disponível neste link.

Imagem Pixabay.

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